Belle Époque

 “O Rio de Janeiro era a capital do prazer em 1910. Vencida a febre amarela, o turismo florescia. Em 1912, inaugurou-se o primeiro trecho do bondinho do Pão de Açúcar, e no ano seguinte completou-se o segundo. Na região da avenida Central que, a partir de 1912, passou a se chamar Rio Branco os teatros e cinemas eram o cenário da vida noturna elegante. No final dos anos 10, já começavam a se definir os contornos da Cinelândia.”

 “O cinema torna-se a grande coqueluche carioca. Chegam produções da Europa e de Hollywood. A produção Nacional é pequena (média de doze filmes por ano, entre 1912 e 1922) e está quase toda concentrada no Rio de Janeiro (o maior estúdio da época era o Guanabara Film).”

 “Nos anos 10, o Rio já recebia hóspedes ilustres . O escritor Gilberto Amado comenta a “fulgurante aparição” da bailarina norte-americana Isadora Duncan, e sua amizade com João do Rio:  ” completamente à vontade, tratava a célebre dançarina, musa do século, como se ela fosse sua irmã. Isadora Duncan vestia uma túnica levíssima, escarlate, debaixo da qual não havia nada, absolutamente nada. Queixando-se do calor, a dançarina deixava cair, de vez em quando, a túnica”.

Trechos extraídos do livro Nosso Século.

HM

2 thoughts on “Belle Époque

  1. Muito bom! Essa é uma alegoria do Rio de Janeiro? Ah, achava que Nosso Século era só um revista, não sabia que tinha um livro. Parabéns pelo site. Abraço!

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